arquiteto Aquiles participa da Casa Office


O arquiteto Aquiles Nícolas Kílaris participa da primeira edição da Casa Office. Ele assina o ambiente Escritório de Arquitetura Corporativa (projeto acima).

CASA OFFICE é a versão de CASA COR para escritórios. O evento reúne projetos que apresentam tendências em mobiliários corporativos, ergonomia, iluminação, decoração empresarial, paisagismo, tecnologias e materiais; além de soluções para equacionar espaço, conforto e eficiência com sustentabilidade. Participam da mostra os melhores arquitetos e paisagistas do Brasil. Eles aceitaram o desafio de apresentar propostas inovadoras, ousadas e tecnologia de ponta para os mais diversos ambientes corporativos.

SERVIÇO
Período:
12 de novembro a 2 de dezembro de 2008
Horário: Terça a Sábado - 12h00 às 21h00
Domingo - 12h00 às 20h00
Segunda - 01/12 - SPECIAL SALE - 12h00 às 21h00
Local: Jockey Club de São Paulo Av. Lineu de Paula Machado, 775 - Cidade Jardim - São Paulo - SP
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20 Anos

















A edição 58 da revista Casa Mix, distribuída nacionalmente, homenageou os vinte anos de carreira do arquiteto Aquiles Nícolas Kílaris e de seus parceiros de trabalho.
O resultado de duas décadas de dedicação pode ser conferido em 16 páginas repletas de belas fotos e informações.
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Kílaris na Casa Cor Interior, sucesso

A Casa Cor Interior 2008, realizada em Piracicaba chegou ao fim. Para o arquiteto Aquiles Nicolas Kílaris o resultado não poderia ter sido melhor.
A visitação superou todas as expectativas, inúmeras mensagens de carinho e elogios foram deixadas no livro de assinaturas do ambiente e como reconhecimento, o espaço foi escolhido para ser a capa do encarte especial do evento publicado pela revista Casa Claudia, edição 32.
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Maquetes em três dimensões corrigem falhas na construção



Richard Pfister
DA AGÊNCIA ANHANGÜERA
richard.pfister@rac.com.br

Construir um bom projeto de engenharia passa hoje, necessariamente, pelo computador. As maquetes em três dimensões ajudam a viabilizar projetos, prevendo falhas, e corrigindo-as, antes mesmo de a fundação ser iniciada. Vários softwares cumprem essa função. O tradicional AutoCAD é o mais usado por engenheiros e arquitetos. Há programas para aplicações específicas. O CalcuLux, da Philips, ajuda a planejar a iluminação.
O mercado abriga inclusive aplicativos gratuitos, como SketchUp, do Google, usado para elaborar desenhos em 3D, como o AutoCAD.Os programas simulam tudo. Textura da parede, materiais utilizados na construção e até posição dos móveis. A velha e boa maquete é criada com a ajuda de modernas máquinas. Equipamentos imprimem o projeto em relevo, para melhor visualização da planta, e cortadoras a laser permitem maior precisão e detalhismo também nas maquetes físicas.
A evolução permite economia de tempo na execução do projeto, revertido em testes meticulosos para garantir qualidade e segurança de uma obra. Antes da invasão dos softwares de desenho, na metade dos anos 80, um projeto bem feito de uma casa poderia demorar mais de uma semana para ficar pronto, segundo profissionais da área. Usava-se lápis, régua, papel vegetal, prancheta e calculadora. Hoje, o projeto fica pronto em um dia.
Os modelos desenhados no computador são transformados em uma maquete e avaliados, explica o coordenador do curso de arquitetura e urbanismo Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Unicamp, professor Leandro Medrano. Problemas anotados, as correções são feitas no computador e nova maquete é construída. O método é chamado de engenharia reversa e o processo se repete enquanto for necessário.
Tudo para corrigir os mínimos erros. “O tempo ganho com a tecnologia é gasto na aferição dos projetos. Ganhamos em qualidade”, diz Medrano. Presidente da Associação de Engenheiros e Arquitetos de Campinas, Paulo Sérgio Saran afirma que as maquetes reais e virtuais se complementam. “O ganho de tempo na elaboração dos projetos foi enorme com a evolução dos softwares. Antes se perdia muito tempo no trabalho braçal”.
Saran explica que a maquete física ajuda na a formação profissional, mas que os escritórios de engenharia e arquitetura não têm como elaborar maquetes reais para todos seus projetos. “No computador é possível desenhar uma maquete rapidamente, dando uma visão espacial do projeto”, completa Saran.
O arquiteto Aquiles Nícolas Kílaris afirma que a evolução dos softwares chegou a um estágio em que todos os problemas que possam surgir durante a construção são previstos e resolvidos diretamente no projeto virtual, sem a necessidade de uma maquete real. “Na nossa experiência, as aferições se equiparam entre uma maquete real e uma virtual.
É possível resolver todos os problemas do projeto no computador, antes da obra começar, evitando desperdício de tempo e dinheiro”. Walk thru visita interior do edifício Para que o cliente tenha uma melhor visão de sua casa, alguns escritórios fazem uma apresentação chamada walk thru. É um passeio virtual por dentro da construção. “O software dá a sensação de estar dentro da casa. É possível saber exatamente como ela vai ficar depois de construída ao visualizar diversos ângulos”, diz Aquiles Nícolas Kílaris.
Ele ainda começa um projeto no lápis e papel. Faz um esboço de acordo com o desejo do cliente e coleta informações sobre o terreno onde a obra será construída, iluminação natural e declive do solo. Depois, vai para o computador. Garante que as maquetes eletrônicas são bem próximas da realidade, inclusive com simulações de ventilação e vegetação, facilitando não apenas a vida dos arquitetos e engenheiros, mas também de paisagistas e decoradores.
SAIBA MAIS
O mercado de construção civil está aquecido. Após um longo período de estagnação, o setor registrou crescimento de 15% em 2007 e a previsão para este ano é de 20%. Se a crise econômica internacional não afetar a linha de crédito para habitação no Brasil, o crescimento do setor não deve parar por aí. Segundo o presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo, João Crestana, os empreendedores ainda não operam no limite de suas capacidades produtiva e de comercialização.
Isso significa que o setor pode crescer, com maior demanda por softwares para o desenho de projetos e profissionais especializados.Empresas do setor exigem profissionais atualizados Aplicativo permite incluir diversas plantas, como hidráulica e elétrica, num só projeto Profissionais de arquitetura e engenharia precisam estar constantemente atualizados se quiserem acompanhar a evolução do mercado de softwares para a área.
“A cada dia tem avanço. É difícil para o profissional se manter atualizado sobre o que existe de mais novo em softwares. Nem os cursos conseguem acompanhar”, avalia o presidente da Associação de Engenheiros e Arquitetos de Campinas, Paulo Sérgio Saran. Estudante de mestrado na Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Unicamp, Thales Righi afirma que os grandes escritórios de arquitetura e engenharia exigem do profissional conhecimento no que há de mais moderno em termos de softwares para elaboração de projetos.
Alguns programas podem custar mais de R$ 9 mil, como o AutoCAD Revit. “As grandes construtoras estão exigindo treinamento nesse tipo de software”, acrescenta o professor Leandro Medrano. Eles permitem elaborar não apenas a estrutura da construção, mas incluir diversas plantas em um mesmo projeto, como a rede hidráulica e a rede elétrica. “Antes as plantas eram desenhadas separadamente no papel e depois sobrepostas para verificar interferências.
Nos novos softwares, todas as plantas são montadas no mesmo modelo”, explica Righi. O mestrando cita outras evoluções na área que facilitam a vida dos projetistas, como lousas digitais interativas, onde um grupo de estudo pode fazer anotações virtuais sem alterar as características do desenho e incorporá-las ao projeto original caso seja necessário.

Cortinas em alta

Na edição número 6 da Revista Casa&Ambiente, uma seleção dos melhores projetos de cortinas. O arquiteto Aquiles Nícolas Kílaris participa da publicação com um projeto,  que teve a ambientação da Designer de Interiores Iara Kílaris.




Resgate do verde

Em casa: tonalidades e nuanças que existem na natureza são as apostas mais atuais para ambientes internos

Da Agência Anhangüera

Quem seria capaz de pintar a sua casa de preto? Interna e externamente? Excentricidades à parte, não atentar para a importância das cores na construção é o mesmo que fazer uma opção radical como esta. Nas tendências da arquitetura e decoração, as cores reforçam a onda de resgate da natureza. No último Salão de Milão, realizado em abril, dentro do universo sem fim de tonalidades e nuanças que existem na natureza, destacaram-se as cores mais claras e sóbrias. Isso se traduz no cinza, nos sobretons do marrom (como o bege) e nas variações do amarelo. Para compor os ambientes e deixá-los ainda mais naturais, os detalhes dão espaço para os tons mais cítricos e energizantes, como amarelo-ouro, turquesa e laranja.

Segundo o arquiteto
Aquiles Nícolas Kílaris, é possível aplicar as cores diferentes em cada ambiente da casa. Em um quarto de criança cabe uma cor específica, enquanto na sala ou na cozinha é possível optar por outra. “Em todo o mundo, as cores que estão em alta são as mesmas encontradas na natureza.” O marrom que faz referência à terracota, o verde que sugere vegetação e o azul-turquesa para uma parede especial são hoje as principais sugestões dos profissionais que acompanham tendências arquitetônicas. Kílaris diz que é possível fazer pequenas mudanças em uma parede ou em um ambiente para acompanhar as sensações desejadas dentro de casa, do escritório, do consultório ou de qualquer ambiente.

A arquiteta Elaine Carvalho também esteve em Milão este ano e notou a força do “branco meio sujo”. Outra cor que também lhe chamou a atenção foi o cinza. “Do tom mais esverdeado ao cinza mesmo, tendência que deve continuar”, diz Elaine. Mas a arquiteta comemorou a presença de outras cores no meio de tanta sobriedade.

“Cada vez mais a decoração segue as tendências da moda. Mudar a cor de um ambiente é a maneira mais simples de renovar o espaço, criar energia nova, sem precisar quebrar uma parede”, diz a arquiteta, que também é adepta do movimento norte-americano do Happy Decor – que consiste em trazer alegria para dentro de casa em algum espaço exclusivo – já consolidado no Brasil.

Para se manter em dia com as tendências, deve-se portanto usar as cores sóbrias e limpas, remeter à natureza, mas sem deixar de dar um toque personalizado nos detalhes coloridos. Essa personalização consiste em traduzir em cores as sensações desejadas para aquele ambiente.

Os detalhes ajudam a mudar

Tapetes com listras coloridas são hoje uma tendência dos complementos, ou os tapetes marrons com listras douradas ou prateadas. Quem deseja apenas colocar um toque colorido no seu cantinho, o tapete pode ter a cor preferida ou aquela que vai trazer a sensação desejada – neste caso, vale qualquer opção de uma cartela de cores.

Quem carregar mais nas cores dos objetos de decoração (almofada, vaso, cadeira, tapete e outros) vai personalizar seu espaço, seja qual for a cor: laranja, vermelho, violeta, azul, verde.

A madeira em tons escuros também está em alta na decoração.

Vasos com vegetação nos ambientes internos também voltaram a ocupar mais espaço, saindo das áreas antes restritas às varandas ou halls de entrada. Agora eles compõem junto com a madeira e os painéis coloridos uma ambientação que remete à natureza.

De olho na luz

Na hora da escolha da cor que vai na parede, no painel ou no teto – antes dos detalhes da decoração –, a iluminação do ambiente deve ser avaliada. É importante observar se a incidência será de luz natural ou artificial. Neste caso, a orientação profissional é ainda mais recomendada. A iluminação pode alterar o efeito da cor. Mas para renovar o ambiente da casa, vale a pena consultar sites de fabricantes de tintas que informam sobre quais os efeitos possíveis ao estado de espírito adquiridos pelas cores.

Ir para o site www.arquitetoaquiles.com.br

 

 

Reforma nem sempre é sinônimo de dor de cabeça

A palavra reforma causa arrepios até mesmo nas pessoas mais tranqüilas e otimistas. Imaginar uma equipe de profissionais invadindo a casa, quebrando, sujando, desarrumando tudo e não cumprindo os prazos estipulados, é motivo mais que suficiente para perder o sono.

Para o arquiteto Aquiles Nícolas Kílaris, um bom planejamento evita problemas e dor de cabeça. “Claro que a reforma dentro de uma casa habitada causa alguns desconfortos. Mas com a assessoria de um arquiteto comandando uma equipe de profissionais responsáveis, as reformas são possíveis e no final, os resultados compensam a mudança na rotina da família. A reforma ideal é baseada em três itens, baixo custo, pouca desordem e a renovação de conceitos e materiais que possibilitem um ar de casa nova”, disse Aquiles.

Segundo ele, para o profissional, uma reforma é ainda mais difícil que uma construção. Neste momento o arquiteto precisa ter experiência não só de concepção do projeto, mas também em entender de estrutura, materiais e sistemas construtivos.

O primeiro passo é procurar um arquiteto que deve desenvolver o projeto de reforma completo, contemplando assim, as necessidades da renovação, aliando a funcionalidade à beleza estética. “As opções que o mercado oferece são inúmeras e cabe ao profissional ajudar nestas definições para manter a harmonia do projeto e apresentar ao cliente as novas tendências e novidades”, afirma Kílaris.

Uma vez concluído o projeto é importante definir um cronograma de obras para que a reforma seja feita passo a passo, em um ambiente por vez, que deverá ser sempre isolado. Esse procedimento evita o tumulto na casa inteira.

Um bom exemplo destas mudanças está relacionado ao uso de azulejos. Atualmente não se usa mais esse material em paredes inteiras. “Em banheiros é feita composição na área molhada do box e pia. No restante, podemos aplicar pintura lisa, textura ou placas de mármore. A mesma dica vale para a cozinha, que recebe material impermeável na área do fogão e até mesmo em locais com adornos decorativos”, disse o arquiteto.

Entre outras novidades que podem ser usadas em uma reforma, está o uso de peças de inox como eletrodomésticos, coifas e apliques na parede, além do marmoglass, um material altamente resistente que concebe um ar contemporâneo ao ambiente. As tintas acrílicas também são uma opção de revestimento. Elas evoluíram bastante, são laváveis e numa reforma, a cor pode ser trocada facilmente.

Para Kílaris, os ambientes integrados merecem cores claras. Tons pastéis e o branco são suas recomendações para composição. Mas nada impede que o profissional trabalhe uma única parede como destaque, utilizando cores fortes ou mesmo aplicação da pedra canjica ou painéis de madeira.

A reforma também pode ser um bom momento para trocar o aquecimento de uma casa por energia solar. Este equipamento já era utilizado anteriormente em menor escala e hoje é encontrado praticamente na maioria das casas novas construídas. “Essas mudanças de hábito demonstram a preocupação com meio ambiente. O aquecimento solar é uma opção muito usada. Praticamente 100% dos novos projetos incluem esse tipo de equipamento”, disse Kílaris.

Em matéria de revestimento, é possível destacar as fibras naturais de bambu e coco, além da madeira plástica ecológica, uma alternativa para não agredir a natureza na hora de construir um deck de piscina. Em contraponto, surge o porcelanato, alternativa elegante e de qualidade que concorre com o mármore e o granito. Antes importado da Espanha, este material teve o custo reduzido depois que passou a ser fabricado no Brasil. Tantas qualidades conquistaram consumidores e profissionais do ramo.

Em projetos comerciais, nada como renovar a empresa com uma fachada nova, aplicando materiais de vanguarda como o vidro laminado espelhado, alumínio ou mesmo as pastilhas de porcelana. Eles renovam o projeto de fachada concebendo uma arquitetura contemporânea e atual. Opções e idéias não faltam. Esta é a hora de renovar e reformar.

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Não se trata só de luxo



Acima, matéria da Revista Metrópole, com o arquiteto Aquiles Nícolas Kílaris mostrando o novo conceito em projetar escritórios.
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Pétalas de Rosa

A Revista Casa&Construção número 35, publicou o projeto da Galeria Cultural, edificada especialmente para a mostra Campinas Decor 2008, pelo arquiteto Aquiles Nícolas Kílaris. Inspirado em pétalas de rosa, o profissional utilizou nesta obra, um novo material em drywall, lançado pela empresa Knauf.

Tendência de cores busca resgatar natureza em casa

Necessidade de integração com o ecossistema se reflete nos ambientes

Adriana Menezes
DA AGÊNCIA ANHANGÜERA
adriana.Menezes@rac.com.br

A tendência das cores está no resgate da natureza. A alusão à preservação ambiental, afinal, está em todas as esferas da sociedade.
Dentro de casa ou nos espaços urbanos não poderia ser diferente. As tonalidades dos ambientes internos seguem o caminho sinalizado no último Salão de Milão, que aconteceu em abril: tudo deve remeter às cores presentes no ecossistema.
Dentro desse universo sem fim de possibilidades e nuances que existem, as cores mais claras e sóbrias predominam – incluindo o cinza —, mas os detalhes (como uma parede em destaque) pedem tons mais fortes e energizantes, como amarelo-ouro, turquesa e laranja. Ou seja, os cítricos também têm o seu lugar na decoração.
Temas
Segundo o arquiteto Aquiles Nicolas Kílares, conhecido por valorizar linhas curvas e a beleza da natureza brasileira, há variações das cores para cada ambiente da casa — onde cabe uma cor específica em um quarto temático, um painel ou na cozinha —, mas em todo o mundo, independentemente da estação do ano, as cores que estão em alta são as mesmas encontradas na natureza.
O marrom que faz referência à terracota, o verde que sugere vegetação e o azul-turquesa para uma parede especial são hoje as principais sugestões dos profissionais que acompanham tendências arquitetônicas. No Inverno, a atenção está justamente nesses tons quentes, como marrom, amarelo e sobretons do marrom, entre eles bege. “É claro que não existe isso de preparar uma casa para o Verão ou para o Inverno”, diz Kílares, mas é possível fazer pequenas mudanças em uma parede ou em um ambiente especial para acompanhar as sensações desejadas dentro da casa, do escritório, do consultório ou de qualquer espaço.
A arquiteta Elaine Carvalho também esteve em Milão este ano e percebeu a predominância dos tons claros e sóbrios — “no branco meio sujo, inclusive”. Uma das cores que mais lhe chamaram a atenção foi o cinza. “Do cinza mais esverdeado ao cinza puro, tendência que deve continuar”, diz. Na comparação da feira internacional do ano passado com a deste ano, ela achou que desta vez havia um pouco mais de cores no meio de tanta sobriedade. “Mudou pouca coisa, mas havia opções mais alegres nos detalhes, de uma parede a uma cadeira.”O amarelo-ouro, o azul-turquesa e o laranja foram os tons mais presentes nesses espaços coloridos. “Vejo muito as escolhas mais cítricas. Cada vez mais a decoração tem paralelismo com a moda.
É claro que não muda a cada estação, mas alterar a cor de um ambiente é a maneira mais simples de renovar o espaço, criar energia nova, sem precisar quebrar uma parede”, diz a arquiteta. “É importante estar atualizado”, afirma Elaine.
Segundo Kílares, o Brasil está um ano à frente nessa tendência apresentada este ano em Milão. Os tons naturais já coloriam os ambientes por aqui. O movimento norte-americano do Happy Décor — que consiste em trazer alegria para dentro de casa em algum espaço exclusivo — também se consolidou antes e chegou com força ao Brasil há alguns anos.
Personalidade
Para se manter atualizado, deve-se portanto usar as cores sóbrias e limpas, remeter à natureza, mas sem deixar de dar um toque personalizado, o que consiste em traduzir em cores as sensações desejadas. Neste caso, a sensibilidade do arquiteto ou do designer de interiores para captar o que o cliente quer vai definir a cor mais indicada ao ambiente.
Como escolher a tinta para chegar a uma sensação
A tinta certa pode proporcionar uma sensação acolhedora. Em outros casos, a cor pode criar um ambiente tranqüilo, ou ainda energizante, moderno ou infantil. O arquiteto ou decorador orienta o cliente na escolha da cor, mas a decisão é sempre dos donos da casa.
“O profissional vai sugerir o que a cor vai transmitir para aquele ambiente. Para um casal jovem, posso indicar cores mais fortes; para casais com filhos, tons mais sóbrios. Mas já tive clientes mais velhos com espírito jovem”, diz o arquiteto Aquiles Nicolas Kílares. Também é possível fazer a coisa certa a partir de informações disponíveis em alguns sites de fabricantes de tintas, que orienta sobre o efeito de cada cor. “Tudo deve ser baseado no sentimento do dono da casa”, defende Kílares.
Entre os princípios básicos, por exemplo, há algumas informações sobre possíveis efeitos. “Usar muito amarelo numa cozinha, por exemplo, pode ser um perigo, porque vai estimular o apetite”, diz o arquiteto referindo-se ao estímulo provocado pela cor, muito presente em restaurantes. “A parte externa da casa depende muito do estilo arquitetônico; se é neoclássico, predominam os tons claros; no contemporâneo, prevalece a cor pastel. Mas, no geral, as cores da natureza são mais indicadas hoje”, diz Kílares, que tem escritório em Campinas e em Americana.
Branco total perdeu espaço para diversidade de opções
Tons sóbrios e naturais dão mais possibilidade de variação no uso de detalhes e objetosPara completar o ambiente, os detalhes fazem a diferença. Tapetes com listras coloridas são hoje uma tendência dos complementos ou os tapetes marrons com listras douradas ou prateadas. Mas quem deseja apenas dar um toque colorido no seu cantinho, o tapete pode ter a cor preferida ou aquela que vai trazer a sensação desejada — nesse caso vale qualquer opção de uma cartela de cores.O branco total de décadas atrás, afinal, perdeu seu espaço.
As cores predominantes são pastéis, sóbrias e naturais, mas o detalhe não pode ser ocultado pela mesma tonalidade. Quem carregar mais nas cores dos objetos de decoração (almofada, vaso, cadeira, tapete e outros) vai personalizar seu espaço, seja qual for a cor: laranja, vermelho, violeta, azul, verde.A madeira em tons escuros também está em alta na decoração.
E os vasos com vegetação nos ambientes internos também voltaram a ocupar mais espaço, saindo das áreas antes restritas às varandas ou halls de entrada. Agora eles compõem junto com a madeira e os painéis coloridos uma ambientação que remete à natureza. Afinal, para se manter fiel à proposta ecológica, os móveis também acompanham as cores da natureza.Na hora da escolha da cor que vai na parede, no painel ou no teto – antes mesmo de pensar nos detalhes da decoração – há um outro “detalhe” que faz toda a diferença: a iluminação do ambiente.
É importante observar se a incidência será de luz natural ou artificial. Neste caso, a orientação profissional é ainda mais recomendada. A iluminação pode alterar o efeito da cor. Mas quem pretende renovar o ambiente da casa, vale a pena consultar sites de fabricantes de tintas que informam sobre quais os efeitos possíveis ao estado de espírito adquiridos pelas cores.

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